MARINA CONTA – PARA MIM A MORTE DO CORPO ERA SOMENTE PARA OS OUTROS

MARINA CONTA – PARA MIM A MORTE DO CORPO ERA SOMENTE PARA OS OUTROS

     —Eu — falou Marina —Desencarnei jovem, aos Vinte e Um Anos. E, como vovó, ignorava completamente a continuação da vida, não tinha ideia do que acontecia com quem morria, se acaba, se ia para o inferno ou o céu. Teorias que não entendia e nem queria entendê-las. Não seguia religião nenhuma. Dizia ter uma só por rótulo.

   Para mim, a morte do corpo era somente para os outros. Desencarnei por acidente de carro.

    Socorristas, trabalhadores do Bem tentaram ajudar-me, repeli-os. Para mim, era loucos dizendo besteiras, como que meu corpo morreu. Foi um período difícil. Na minha casa, foi um caos.

    Meus pais intensificaram as brigas e acabaram por se separar. Um acusava o outro pelo meu desencarne.

Sofri muito, julguei estar louca por não conseguir entender o que se passava e por não aceitar minha desencarnação.

    Com meu lar desfeito, vaguei pelas ruas com muito medo. Cansada de sofrer, resolvi apelar para Deus.    Entrei num templo e orei, senti-me melhor e resolvi ficar ali.

    Entendi que religião faz falta, quando se é religioso sente-se protegido, quando se é realmente sincero e devoto na religião os sofrimentos são compreendidos. E a morte não aterroriza tanto. Entendi que desencarnara, mas não sabia o que fazer para melhorar minha situação.

    Fiquei naquele templo a orar junto com outros desencarnados e com encarnados que lá iam. A oração levou-me a meditar, a me arrepender dos meus erros.

    Fiz muitos atos errados, fui egoísta, materialista, nos meus vinte e um anos que passei encarnada, tinha muito do que me arrepender. Não saí mais do templo, temi os irmãos trevosos, tinha medo que eles me prendessem.

   Eles não entravam no templo, mas via-os fora. Fiquei anos no templo, cansei, resolvi ser sincera comigo mesma e pedir socorro. Chorando, pedi ajuda a Deus.

   Trabalhadores do Bem auxiliaram-me. Levei tempo para me recuperar num hospital de um Posto de Socorro. Hoje estou bem, sou grata, aprendo a viver aqui, anseio por melhorar moralmente e pôr em prática o que aprendo.

   Marina suspirou, mas não estava triste, as lembranças de tudo que passou lhe dão forças para melhorar cada vez mais.

FONTE: https://www.facebook.com/GRUPOSOCORRISTA/?ref=ts&fref=ts

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