PSICOGRAFIA – EM DIREÇÃO A UMA ENCARNAÇÃO EXPIATORIA

PSICOGRAFIA – EM DIREÇÃO A UMA ENCARNAÇÃO EXPIATORIA

    Dondoca fui, minha vida foi tranqüila cheia de mimos e pingentes. Fui filha amada, neta querida. Tinha tudo, nada me faltava. Mas o que eu fiz de minha vida? Embrenhei-me em más companhias, explorei meu corpo e fiz de mim um brinquedo nas mãos daqueles com quem convivi. Era tudo o que eu queria; ser amada, ser alvo do desejo alheio. E por fim embrenhei-me nas drogas.  

     Meus pais fizeram tudo por mim. Conselhos não adiantavam. Nada mais eu queria, já não ia mais para casa. Fui internada várias vezes em casas de recuperação. Mas qual o quê, nada adiantava. Era muito vago em minha mente a noção de responsabilidade. Achava que eu estava certa.

         Meu pai cobria as despesas que eu fazia, ou melhor, consertava o que eu destruía.

         Um dia, não sei precisar quando, embrenhei-me por um caminho de uma droga nova, de um efeito sedutor, conforme me falavam… E eis que esse caminho não teve volta, pois eu estava com overdose… E eu fui, fui e fui. Não mais voltei.

         Meu corpo jazia inerte, mas eu não. Eu contorcia de dores e desejava que alguém me despertasse. Mas nada. Ninguém me acudia. E foi nesse estado que fui parar em um lugar, que não sei onde, em que vários enfermos, ou melhor, drogados como eu dormiam. Eu via tudo, mas não coordenava meus atos, nem meu cérebro.

         Pessoas iam e vinham. Olhavam um e outro e eu estava ali também entre eles, mas sentia diferente. Meu corpo não possuía mais aquela pureza e beleza que tinha. Eu tinha fácies terrível. Contorcia os olhos, os lábios e mal podia beber o remédio que me ofereciam. Era terrível! Eu não era aquela pessoa tão horrível. Eu era linda. Como fiquei assim tão deprimente. Meu corpo cambaleava eu não me sustentava de pé.

          Deram-me um sedativo, creio eu, e eu dormi. Dormi muito. Quando acordei fui despertada por meu avô, que me sustentava a cabeça, fazia-me um cafuné como de costume e disse:

          _ Minha filha levante, mas levante para a vida, corra, ande, viva… Não destrua mais teu corpo. Vais nascer novamente, só que sua liberdade vai ser cortada, pois vais ser uma cadeirante. Teu corpo físico foi lesado, por isso tens que restituí-lo com uma vida de dores e expiações. Teus pais serão os mesmos, porém eles terão que rever os valores espirituais com teu renascimento. Procurarão uma religião que ainda não tens, e por tua causa, também irão se reformar. Valorizarão os bens espirituais, ajudarão ao próximo, ajudarão outros cadeirantes por tua causa.

         Levante minha filha e dê os últimos passos em direção a uma encarnação expiatória.

         Ficarei contigo e te ajudarei, Deus está conosco e nos ajudará.

         Que Deus nos ajude minha filha nessa parte tão difícil de nossas vidas, mas tenho certeza que venceremos.

         Um espírito presente à reunião auxiliado pelo amigo

          Walter Perroni.

                                                                              

 Psicografia recebida em 2016.                                     

 

 Médium: Catarina.

FONTE: http://cartasespiritasjf.blogspot.com.br/

 

 

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