Reflexão – Não Vá ao Meu Velório…

  Quando for a minha vez de partir, 

       não vá ao meu velório…

     “O velório é um sagrado dever de solidariedade, em que os amigos ofertam conforto à família.”

   – Só apareça se puder dar o carinho que os que deixei na Terra merecem… mais que isso, que precisam…

   Quando for a minha vez de partir,

  não vá ao meu velório…

    “É também o período em que, a pouco e pouco, os Espíritos do bem irão desatando os laços que unem o Espírito ao corpo agora morto, para sua total libertação.” – Se não puder me respeitar nessa grande transição, não apareça só para mostrar ao mundo que se importava comigo…

   Quando for a minha vez de partir, 

   não vá ao meu velório…

    “É um momento solene importante”. – Será o tempo do meu corpo ser devolvido ao pó de que veio, tempo do eu-espírito voltar para casa, talvez confusa pela perturbação que naturalmente ocorre nessa oportunidade… estarei triste por deixar amores, feliz por ter concluído a obrigação a que me dispus, e de alma dividida precisarei de silêncio, amor, prece e paz.

   Quando for a minha vez de partir,

    não vá ao meu velório…

   “É dolorosa a hora da separação pela morte. Possivelmente, um dos transes mais dolorosos na face da Terra. Por isso mesmo, o apoio dos verdadeiros afetos e a solidariedade se fazem tão importantes.”    

   – Se não tiver afeto suficiente para respeitar-me na cena final de minha vida carnal, mostrará mais solidariedade se não for ao meu velório ou se sua passagem por lá for breve, pois a conversa em voz alta, a recordação dos meus erros, a atualização das notícias cotidianas me fará muito mal, especialmente se ocorrerem nas proximidades do caixão que transladará o que restou do que fui materialmente.

   Quando for a minha vez de partir,

  não vá ao meu velório…

   Certamente que desejarei te ver no momento de minha despedida. Mas, mais ainda, precisarei focar na minha própria transformação – deixarei de ser larva para virar borboleta! Minha consciência, nesse momento, apontará o destino que merecerei seguir e tudo que você pode fazer para ajudar é doar-me o carinho mais sincero e votos de “boa viagem”.

   Não se preocupe se decidir não ir ao meu velório, entenderei como um ato de amor. Mas se tiver amor ainda maior, vá ao meu velório e em silêncio, com carinho, ore por mim.

 

  (Com trechos do texto “Velório”, do Site Momento Espírita).

 

   Vania Mugnato de Vasconcelos

Reflexão – Não Vá ao Meu Velório…

 

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